
Um homem de 22 anos foi preso nesta quinta-feira (24), no bairro de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra uma organização investigada por comercializar dados sigilosos de brasileiros.
A prisão aconteceu durante a Operação Perseu 7, deflagrada pela PCDF para desarticular um grupo que, segundo as investigações, teria movimentado mais de R$ 7 milhões com a venda ilegal de informações pessoais.
Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão temporária, além de mandados de busca e apreensão em seis estados: Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraná e Espírito Santo. Mais de 80 policiais participaram da operação.
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
De acordo com a investigação, os criminosos mantinham uma plataforma clandestina chamada Mind-7, que cobrava mensalidades para permitir consultas a partir de CPF ou CNPJ.
O sistema reunia informações como nome, filiação, endereço, documentos, vínculos e processos judiciais. Segundo a polícia, os dados eram obtidos ilegalmente por meio de vazamentos e exploração de vulnerabilidades em sistemas de órgãos públicos, conselhos profissionais e operadoras de telefonia.
As informações, ainda segundo a investigação, eram utilizadas por outros criminosos para preparar golpes contra vítimas.
Um dos exemplos citados pela polícia é o golpe do falso advogado. De posse de informações reais sobre processos judiciais, criminosos conseguiam se passar pelo advogado da vítima e solicitar pagamentos.
MAIS DE R$ 7 MILHÕES
As investigações apontam que a organização teria movimentado mais de R$ 7 milhões entre março de 2021 e março de 2026. Somente em 2025, o grupo teria movimentado mais de R$ 4 milhões.
A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 7 milhões. A medida inclui imóveis, veículos de alto padrão e uma embarcação. Também foi determinada a retirada da plataforma Mind-7 do ar.
Segundo a Polícia Civil, parte dos recursos obtidos com o esquema teria sido ocultada por meio de empresas de fachada, contas utilizadas para intermediar valores e transações envolvendo criptomoedas.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, invasão de dispositivo informático e estelionato. Somadas, as penas máximas previstas podem ultrapassar 36 anos de prisão.
O nome do homem preso em Aldeia não foi divulgado pelas autoridades.
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