
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu, na quarta-feira (26), conceder liberdade a cinco policiais militares acusados de envolvimento na Chacina de Camaragibe, ocorrida em setembro de 2023.
Durante a sessão, que foi transmitida online, a defesa do soldado Paulo Henrique Ferreira Dias argumentou que outros sete réus, que enfrentam as mesmas acusações, já estão em liberdade. Assim, a defesa defendeu que todos deveriam receber o mesmo tratamento, independentemente de suas patentes, uma vez que a denúncia do Ministério Público não faz distinções sobre o papel de cada um.
A desembargadora Daisy Maria de Andrade Costa, relatora do habeas corpus, inicialmente apresentou um voto contrário à soltura dos réus. Contudo, após o voto favorável do desembargador Eudes dos Prazeres França, que aplicou o princípio da isonomia, a desembargadora reconsiderou sua posição e também apoiou a liberação, com a imposição de monitoramento eletrônico. A decisão foi unânime, contando com o voto do desembargador Cláudio Jean Virgínio.
Além do soldado Paulo, foram liberados a soldado Leilane Barbosa Albuquerque, o soldado Emanuel de Souza Rocha Júnior, o cabo Dorival Alves Cabral Filho e o cabo Fábio Júnior de Oliveira Borba, todos detidos desde dezembro de 2023.
Os demais réus do processo incluem o tenente-coronel Fábio Roberto Rufino da Silva, então comandante do 20º Batalhão da PM; o tenente-coronel Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco, que ocupava o segundo posto de comando da inteligência da PM; o 1º tenente João Thiago Aureliano Pedrosa Soares; o soldado Diego Galdino Gomes; a cabo Janecleia Izabel Barbosa da Silva; o 2º sargento Eduardo de Araújo Silva e o 3º sargento Cesar Augusto da Silva Roseno. Todos estão afastados de suas funções públicas.
Com informações do JC
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