
A defesa do sargento da Polícia Militar, Venilson Cândido da Silva, de 51 anos, apresentou um recurso à Justiça buscando anular a sentença que determinou que ele seja submetido a júri popular. O militar é acusado de assassinar o motociclista de aplicativo Thiago Fernandes Bezerra, de 23 anos, após uma discussão por causa de R$ 7, em dezembro de 2024.
O recurso, protocolado pelos advogados Ernesto Cavalcanti e Evandro Vasconcelos, alega que a decisão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Camaragibe foi precoce. Segundo a defesa, a sentença de pronúncia foi publicada antes da conclusão de diligências consideradas essenciais, como o histórico de corridas da vítima nas plataformas Uber e 99, além de uma perícia videográfica do Instituto de Criminalística.
Os advogados sustentam a tese de legítima defesa, afirmando que o sargento teria disparado após o motociclista sugerir estar armado.
No entanto, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a decisão judicial anterior destacam que imagens de câmeras de segurança mostram Thiago de braços abertos em sinal de rendição no momento em que foi atingido.
▪️Relembre o caso
O crime ocorreu em 1º de dezembro de 2024, em frente ao Condomínio Real Garden, no bairro de Santa Mônica, em Camaragibe. Após o disparo, o sargento tentou fugir, mas foi capturado e agredido por populares antes de ser preso.
Atualmente, ele permanece detido preventivamente no Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima, respondendo por homicídio qualificado por motivo fútil.
Com o novo recurso, a juíza Marília Falcone Gomes determinou que o MPPE se manifeste sobre as alegações da defesa. A data do julgamento pelo júri popular só poderá ser definida após o esgotamento de todos os recursos judiciais.
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